Um estranho gosto pelo impossível
E um medo louco que me apavora
Brincam em firulas dentro de mim
E teimam em não ir embora
Enquanto me deixo ir em devaneio
Ansiando por novos gostos
Dou meia volta ao ponto de início
Já que amedronta tudo que é novo
Ao diálogo não se prostram
Apenas dominam minha emoção
Já me ofereci para leva-los de volta
Mas continuaram em sua negação
Senti pena do meu conflito
Mas decidi parar de me importar
Agora eu e meu jeito somos amigos
O aceito por não saber lidar
Em outros tempos, teria fugido
Dessa minha discrepância em ser
Mas tenho, ultimamente, até sorrido
Por decidir aproveitar do meu desprazer
Tenho até conseguido escrever
Vez ou outra consigo me expressar
Mas então o medo vem e me açoita
Rindo da minha vontade de mudar
Para que não haja mais pranto
O medo insano hoje eu aceito
Ele é mesmo meio louco
Não consigo achar outro jeito
Fica aqui bem quietinho
Esperando minha vontade falar
Pra então rir da cara dela
Me fazendo sempre recuar
Amar eu quis muitas vezes
Mas o medo pregou meu pé no chão
E quando, teimosa, o desobedeço
Ele me faz sentir imersa em solidão
Se amar só me trouxe efeito
Pra deixar-me coibida num canto
Resolvi ouvir esse louco medo
Que de tão louco vive acertando
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Críticas são sempre bem vindas. :D