domingo, 29 de abril de 2012

Enquanto eu espero
E perco os dias tão dispersa
Em meio meus desesperos
Outro dia logo começa

Atrás de nós estão as dores
De um passado relutante
A cicatriz do que foram amores
E os medos incessantes

No meu falar não serei clara
Me resta o fado da incerteza
Do confundir das palavras
Inebriando os raios de clareza

Ouvindo tudo aquilo que me diz
Luto contra isso que renasce
Que no meu peito surge criando raiz
Espero que vá embora e logo passe

Que eu o negue enquanto puder
E o mantenha ofuscado em meio a mim
Que eu cesse minha maneira de te querer
Pois outrora já me perdi assim

E que não subentenda meu anseio
Busco integrar-me a ti
Compreender teus devaneios
E então prender-te a mim
Sem que saibas do meu desejo

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