quinta-feira, 5 de abril de 2012

Pseudismo.

Vamos sentar e falar sobre imoralidade
Sobre a irrealização louca da sua vontade
De ser o centro do universo
Vamos então falar do inverso

Você ainda não se deu conta
Que sua luta não desprendeu-se do sofá
Você quer é uns elogios
E então ir reclamar noutros ouvidos

Quanta insensibilidade
Não compreendem minha peculiaridade
Olha como eu sou subjetivo
Sou fruto vivo do pós modernismo

Estou criando novos vocábulos
Para soar mais conceitual
Na realidade é só meu jeito educado
De achar quem chupe o meu

Pauliceia Desvairada, que falta me faz
Por onde anda o modernismo
Que já não encontro mais
Me leve para 1922, ou 1968, tanto faz

Vamos discutir o verso livre
Vamos montar umas bandas
Vamos expor um mictório
Falar de gente imunda
Compraremos uns móveis usados
Recitaremos poesia vagabunda

Todos sabem que você só quer o que eu quero
Mas antes, paremos num boteco
Para embriagar-nos, e discutirmos Zaratustra
Comemorar nosso fracasso sem lembrar de nada na segunda

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