Não quero que se vista de culpa
Pois já é dono do que é meu
Tens aquilo que me pertence
Mas não domino
Tens aquilo que se afugenta em mim
Por temer a solidão
Cubra-se com meu corpo
Busque em mim o seu abrigo
Busque no meu pranto a tua cura
Não precisa desse flagelo
Não precisa dessas conclusões sinuosas
Não mantenha nada oculto em seus lábios
Porque somente sua já sou
Não me complique com seu sorriso exagerado
De quem pede meu desejo
Não me prenda assim nesse estado
Faça acontecer seu eu em mim
Porque eu já estou cansada dessa luta travada
Entre o que é bom e o que é ruim
Estou entre o sim e o não, sendo descartada
Pelo meu jeito torto de te querer assim
Segure a minha mão, que sairemos pela rua
E ali mesmo verá eu me despir
Da vergonha cravada na minha cara
Desse amor que não sara e já não posso fugir
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Críticas são sempre bem vindas. :D