Quem sabe do tempo? Das decisões que o mesmo toma?

O tempo está sempre fazendo suas façanhas, transformando o sentido das coisas, situando-nos
num caos psíquico, onde nosso corpo não acompanha o sentido da nossa mente, e nem do meio externo
O tempo propõe-nos seu jogo cheio de blefes e cartadas frias e imprevisíveis. O tempo irá partir nossos corações, sem que ninguém preveja o ato majestoso.
E ai de mim que tenho esse modo fraco de encarar a realidade, de sentir e tentar decifrar cada emoção sútil. O tempo gosta de me apontar sua arma destruidora e me afastar aos poucos de cada laço cheio de amor que eu crio; porém, todos sabem que o tempo sabe ser menos cruel a cada vez que, determinado, vai em busca de curar o que tivera corrompido e machucado, reinventando nossas mentes e criando nossos parques de diversão particulares dentro delas.
Quem terá o poder de prender o tempo?! Quem terá o poder de modifica-lo e transforma-lo naquilo que sua mente mandar?! E de que vale o decorrer dos fatos sem a incerteza cortante do tempo por entre os segundos e os séculos?
Todos são estranhos perante o tempo. Desde que o relógio do universo começou a correr, o tempo é apenas a dimensão indefinida que dita os rumos do que é vivo, e o que afeta a percepção humana sobre o que é e o que deixa de ser.
O tempo é um artista que proclama sua obra através de cada alma sofrida e de cada coração partido, de cada momento de alegria e excitação, com a destreza de mestre de não se fazer notar. O tempo decidiu que o que seria, e então o fez com maestria. O tempo decidiu que afetaria toda e qualquer forma de ser, e tem o feito, com esse sorriso leviano, do ladrão misterioso que aparece sem que se note, e rouba tudo sem deixar vestígios.
O tempo tem dito e feito, e tem cumprido e acertado, e seguido seu próprio rumo, imune de qualquer interferência humana. O tempo se faz de Deus. Mas quem mesmo sabe o que o tempo é?
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