sábado, 12 de fevereiro de 2011

O inexplicável.

É um misto de sentimentos opostos, conjuntos, embaralhados, entrelaçados por veias e artérias centímetro a centímetro do seu corpo. Seu corpo que quer despir-se de razão e de vestes e que se encharca de suor ao encontrar o corpo próximo.
Corpo amado, de linhas sutilmente desenhadas para o contorno de suas mãos e seus lábios da forma mais sublime e áspera, como se aquilo jamais pudesse ser explicado com números, palavras ou vocábulos mundanos.
De suas entranhas brota-se o prazer. De sua boca vem o suspiro, e o gemido, e a dor da alma resplandece nos seus olhos da forma mais doce e delicada possível, a fim de colocar teus sentimentos sutilmente a mostra para quem quiser saber.
O amor é a dor da alma, o prazer do corpo, a tortura da mente, o desejo do outro desesperadamente a ponto de perder o juízo e não saber falar e fazer com a razão.
Amor é maior do que tua casa, maior que tuas palavras ou linhas desenhadas tortas num pedaço de papel. Vai além das cartas e dos múrmurios, além da verdade escrita nos papeis, além de tuas vestes e do teu corpo, dentro de ti e mais profundo.
E com os desencontros, e com os encontros, e com as entradas e saídas rítmicas vem a dor da falta e o soluço da saudade. A fera do ciúme e seus monstros de pecado.
Sua ferocidade possessiva põe em pratos limpos a sujeira e cospe em cima daquilo que antes fora bonito, a dor te enche os olhos de lágrimas a cada anoitecer.
Quando perde-se o amor, sente-se esquecido, ínfimo. Amor é um riso de sarcasmo e de orgia. Amor é o mais desastroso dos sentimentos depois de sua partida, o mais impactante com a chegada e o menos racional. O inexplicável.

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