segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Delírios marítimos.

Havia um mar imenso
Imensamente afogado
Em sua própria profundidade
Perdido na imensidão violenta
De suas próprias ondas incoerentes

Nebulosas nuvens pairavam sobre a noite
Despejando no mar uma infinidade
De águas violentas, descargas elétricas
E, inquietas, as ondas rebelavam-se
Contra o açoite da turbulenta tempestade

O mar imenso chorava
Ondas de maré fria na praia
Onde deitava seus delírios amargurados
Na sombra úmida da areia calma

De tão grande, o mar sofria
No pânico das pequenas gotas
Da chuva diabólica que o magoava
Enquanto, sobre ele, caiam sorrindo

Num suicídio prazeroso
Jogavam-se as gotas no imenso e sofrido mar
Misturavam-se, dançantes, com as ondas
Que enalteciam o marítimo penar

Já cansado de brigar por meio das ondas
Com o intenso penar que a chuva trazia
Deixou-se o mar ser levado pelas gotas
Envolvendo-se numa suave calmaria

Ainda dolorido e choroso
O mar fez misturar-se às gotas
E sua imensidão ainda mais dimensionou-se
Infinito em meio a dor agora era o mar

Maior ainda o sofrimendo o fizera
Com o sofrimento agora ele conversava
E pela tortura, pelo desgosto
Do sofrimento tornou-se o mar aliado

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