Que de tão soltos e bárbaros
Nossos corpos pequenos
Pertencem um ao outro
Gostoso é que me namore
No canto do quarto, sozinhas
Que caibam então no escurinho
Nossos descabidos beijos de carinho
E esse teu cabelo me envolve
E teus olhos de mulher me conhecem
E é minha irmã, minha pequena, minha vida
Meus versos se fazem até sujos de tanta alegria
Me conhece com a palma da mão
Não é minha pequena, minha morena?
Sabe que é da tristeza que sai meu alimento
E que ao teu lado só tenho alento
É tão meu seu riso desprevenido
Tão minhas são suas falhas
Tão doída é a saudade do seu sorriso
Não sou minha, sou sua e solta
Nosso amor quente e meio torto
Quase tristonho, às vezes morto
Me faz completa nos nossos choros
Me faz incerta nos nossos risos
Que me continue aceitando nas torturas
Que me ame entre meus amantes todos
Que me ame entre teus amantes todos
E que cada olhar seu me seja puro
Nas nossas firulas de pertencermo-nos
Por pequenas e grandiosas sermos
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Críticas são sempre bem vindas. :D