Descobri que o amor
Não tem mais o jeito
Pra calar a minha dor
E o pranto do meu peito
Porque para mim
Ele já não é mais feito
Ele se delineou incorreto
Pelas bocas estranhas
Que apesar de julgar a mim
Não são assim tão santas
Meu amor é um coitado
Jogado às moscas
Um desprezado
Vive da inocência
E da falta de linha
É torto como eu
Cheio de falhas
De vãos confusos
De falta de ideal
Ama qualquer um
E todos de uma vez
Meu amor não se fixa
Anda doido
Ama louco
Fala e depois analisa
Desama o amado
Pra amar outro qualquer
Ama amontoados
E não escolhe o sexo sequer
Meu amor anda pirado
Vai de loucura
Vai desvairado
Nem quer cura
Nem quer ser sarado
Quer continuar no seu modo
Meio descompassado
O amor doido da pós-modernidade... é assim. De louco que é bom, sem passo nem compasso:
ResponderExcluir"Ama qualquer um
E todos de uma vez"
Belo post, belo blog.. vou passear um pouco por aqui.
Obrigada, muito legal ver quem curta e se identifique com minha maneira meio torta de pensar, sentir, escrever... fique a vontade no blog, sinta-se completamente em casa.
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