terça-feira, 22 de março de 2011

Voltando à ativa.

ATENÇÃO: Esse será um post extraordinário, onde eu irei desabafar com minha incrível meia dúzia de leitores sobre os motivos que têm me feito escrever, ou deixar de fazê-lo nos últimos meses. Portanto, estarão prestes a ler um monte de baboseiras justificando para um número ínfimo de pessoas um desaparecimento não notado num blog que está praticamente às moscas. Se depois do aviso ainda estiver afim de ler, fico grata, se não... bom o máximo que eu poderia fazer é chorar. Mas eu não vou fazer isso, então tudo ok.

Há mais de um mês que não faço nenhum post, e é também há mais de um mês que minha produção literária tem ido pras cucuias.
Acontece que eu mudei. Não mudei fisicamente, e nem meus hábitos, mas mudei de cidade e de unidade federativa (que é mais bem apropriado que "mudei de estado", pra galera não pensar que virei líquido), e quando você muda, consequentemente são acarretados um monte de problemas, e no meu caso, eles triplicaram devido uma maré de azar atípica que tem infestado a minha vida de acontecimentos pouco agradáveis nos últimos tempos.
Em primeiro lugar, não é nada agradável você sair do lugar onde viveu os últimos 13 de seus 16 anos, assim, de repente. Tudo bem que houve um longo período de quase um ano de preparação psicológica, mas não há preparação que consiga evitar o sofrimento de deixar para trás todos os amigos, todas as histórias, todos os importantíssimos fatos que recheiam a infância e a adolescência do doce sabor da juventude. Todas as primeiras coisas, e as segundas, e as terceiras. Todos os bons amigos, e os velhos anseios, todas os planos e premeditações feitos por uma mente ainda não madura, que acreditava que viveria ali no seu mundinho particular para sempre.
Estaria mentindo caso negasse meus atos desvairados de revolta infundada, e minha típica vontade de sumir dali por uns tempos, para ver se as coisas melhoram, e se iriam sentir falta de mim. Mas na prática tudo é muito mais complicado. Não se deixa de amar a sua melhor amiga de uma hora pra outra, e nem se corta o cordão umbilical de maneira tão grotesca como ocorrera comigo e com minha bárbara melhor amiga, Bárbara.
Sofri um bocado, e nem as despedidas-surpresa que me fizeram foram o suficiente para amenizar a dor da separação e aquele medo do que ainda é inseguro, do que ainda não se conhece a natureza, o medo de um lugar novo, com pessoas novas e novas culturas. Tudo era uma incógnita que seguiu firme, sendo empurrada por um detestável período de sofrimento.
O sofrimento foi embora, sobrou a saudade.
Mas seguindo com os fatos, assim que cheguei na nova cidade, meu celular foi massacrado no meio dos carros e da chuva. Sem celular, me restava ainda o computador para tentar comunicação com os meus amigos, mas ele deu de pifar. Parti então para as cartas, mas acho que errei na hora de colocar o CEP para que me respondessem.
Comprei um novo celular, arrumei o computador, tudo estava nos conformes, tirando a parte que meus pais ainda não haviam fechado negócio na compra da nossa casa. Desistiram várias vezes, foram em busca de casas melhores, em lugares melhores, e acabaram comprando uma casinha nova, bem perto do centro, mas que ainda precisava de reparos. Os reparos não puderam ser feitos por causa de uma briga na justiça com os donos do terreno que por causa de 70 cm de terra não liberam para a escritura e nem para a construção.
Mesmo assim, tudo estava bem. Eu pelo menos ainda tinha internet. Até o dia em que pudemos mudar para a casa nova, e um inferno encarnou na vida de todo mundo devido ao caos que é contratar uma banda larga decente.
Daí pra lá que não tenho mais postado. Comecei o blog em janeiro, postei até fevereiro, voltei em março. As estatísticas do blog são uma parábola, mas finalmente, poderei voltar normalmente com os meus posts.
Decidi que vou dar olá para a realidade e encara-la como deve ser feito. Há sempre um ponto positivo em tudo que se acontece, então dei esse tempo longe do mundo, pra minha própria mente poder funcionar direito e ver o que estava errado, e se eu precisava mesmo daquele dramalhão todo. Concluí que não.
Decidi voltar a falar com amores que deixei para trás, decidi pegar vários números de telefone, decidi me arrumar melhor. Decidi uma porção de coisas, só não decidi meu estilo literário.
Acontece que estou meio sem estilo. Percebi isso no tempo que passei fora. Quando eu me colocava para escrever, saiam coisas absolutamente incongruentes, e mesmo que dentro de um texto as coisas se encaixassem, no seguinte eu já estava escrevendo tudo de uma maneira completamente diferente.
Então parei de decidir. Não decido mais por mim. Decidi tentar ser feliz, mesmo longe do que amo, e tentar amar tudo que tenho por perto. Fora essas decisões, nada mais está decidido até que eu tenha novas decisões relevantes a fazer.

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