domingo, 26 de agosto de 2012

As Manhãs.

De todas as manhãs
Só três que me alegram
As que eu vejo perambulando
O amor que me afeta

Anda por aí
Finge que nem viu
Passa do outro lado
Nem pra mim sorriu

Nessas manhãs
Tudo sempre é mais alto
Tudo sempre tem mais cheiro
De par que escolhi errado
Tudo sempre é parecido
Com as manhãs passadas
Quando você entrava com um sorriso
E me deixava encabulada

Nas manhãs frias
Vejo seu casaco
Procuro-te aflita
Com medo do diálogo

Imaginei-te de todas as formas
Poderia lhe contar
Se não fosse por conta
De afastar de mim teu olhar

Irrealizável
Como sempre tivera de ser
Meus amores são sempre frustrados
O que poderia eu fazer?

Amei-te no tempo errado
De outra tens de ser
Tens de ter cuidado
Para não cair no meu prazer

Poderia te ser fatal
A você caberia escolher
Entre o erro e a moral
De encontrar-me com você

Onde quisesse o tempo
Onde coubesse o nós
Onde houvesse luz
Onde te fosse melhor

Mas vou afastar meu devaneio
E retomar o teu contexto
Sei que lê de bom grado
Aquilo que escrevo

São então em versos encabulados
Que monto à ti essa canção
Para que meu amor, ainda calado
Finalmente tenha vazão

Porque ainda que não realizado
Me faz bem ao coração


(25/06/20011)

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