terça-feira, 19 de julho de 2011

Incerto Saber .

Incerteza voraz
Morde o tempo, morre lento
Sem discrição
Torna-se incapaz
De sorrir em plenitude
De banhar-se nos açudes
De infinito ser
Insônia mórbida
Trapaceira insana
Incerto destino
Que te leva pra cama
Fazendo-te um filho
Filho de quem?
Quem está no trilho?
Quem é de ninguém?
Abençoada a dúvida
Do sorriso acanhado
Do verão gelado
Da água sem rio
Onde busca um porto?
Onde busca um porto?
Teu corpo, quase morto
Torna-se menos vil
De que vale aquilo
Que aprecias sem saber
Essas notas em descompasso
Tornam-se a fuga
De quem não quer se esconder
Mostra o teu rosto
Tua face, teu gosto
Mostra o calibre manhoso
Que embutira em teu ser

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