Devido à algum motivo que ainda desconheço, estou sofrendo de um enorme bloqueio mental. Não me sinto criativa, ou produtiva, as coisas não saem como deveriam sair e tudo trava antes de ser passado para o papel. De fato, estou tendo alguma espécie de crise existencial na minha escrita, e em partes, na minha vida pessoal também, uma coisa deve afetar a outra e tudo se torna uma bola de neve.
Nada está bem, tanto para mim, quanto para o mundo criativo onde eu costumo voar para criar aquilo que para mim não se concretiza na realidade. Minha escrita é uma forma de esteio, ponto de fuga, válvula de escape. É nela que eu vejo refletido aquilo tudo que eu gostaria de saber expressar, mas não posso.
Sempre gostei de escrever, e talvez esses últimos dias só estejam me servindo para dar uma pausa e uma realinhada nos pensamentos. Sei que enquanto eu for capaz eu vou voltar para minha terra fantástica onde eu sou o que quero, reclamo do que quero, faço o que quero, e muitas vezes, ninguém fica sabendo. É tudo uma questão de publicar ou não aquilo que escrevi.
Para compensar a falta de conteúdo atraente por aqui, eu resolvi fazer algo que já pensava fazer há algum tempo atrás: resolvi postar uns poemas. É, minha escrita tradicional é em prosa, e eu realmente tenho muito mais facilidade para me expressar dessa maneira, versos são um enigma para mim. Agradeço ao Modernismo que tirou as rédeas e deixou a escrita livre, como tinha que ser. Mesmo assim acho meus poemas pouco atraentes, meio frustrantes, na realidade. Acontece, que apesar de todo meu desgosto pela minha obra em versos, eu costumo escreve-los em momentos vazios.
Eu mantenho um apanhado de poemas que eu mesma escrevi desde quando eu nem lembro. Devia ter no máximo 11 anos quando escrevi o primeiro. De tempos em tempos, pego tudo, passo a limpo, e nunca deixo ninguém ver. Selecionei os melhores nessa minha própria coleção e vou publica-los conforme me for possível. A partir de agora não vai ficar com vocês só aquilo que me passou de recente na cabeça, mas sim uma porção de pedaços de mim de tempos anteriores.
Existe infantilidade em algumas partes, romantismo demasiado em outras, porém, todavia, é visível que eu escrevi tudo, devido ao uso de algumas palavras que eu sempre tive apresso, a maneira de conjugar os tempos nos verbos, e outras coisas mais.
É isso. :)
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