Nesse poema de pouca rima
Ouço torto esse som morto
Que nasce em luz e pouco a pouco
Cresce e desatina
Sei que não mais aprecia
O deleite de sentir-se pleno
Que não ouve mais no vento
O canto nu e sereno
Do pouco que ainda tem seu valor
Do som onde cresce o amor
Sei que teus ouvidos estão lacrados
Que rimas soltas te são um fardo
Que de mim pouco te encanta
Mas por favor, não vá
Ouça o que nasce do canto puro
Dos pássaros que inundam o fim de tarde
Sinta que em mim estará seguro
Que em meus braços encontrará felicidade
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Críticas são sempre bem vindas. :D