
Os fatos são claros. Não existe nada que possamos fazer para criar o elixir da juventude eterna ou a fórmula da imortalidade, resumimos nossas fantasias a pequenos universos criados e conhecidos somente pela mente de cada um.
Acontece que, aceitar a realidade é um fardo demasiado pesado para aguentarmos e conseguirmos seguir com nossas vidas normalmente, e é justamente para esse tipo de situação que eu venho desenvolvendo teorias sobre a real importância da vida.
Ora, sem esse papo furado clichê de que falar de morte atrai. Morte é fato e não é o pronunciar da palavra que irá atraí-la, afinal de contas a própria vida desde seu início tem atraído a morte, sejamos sinceros. Leve em conta sua condição humana, tão desagradável, que logo se dará conta do quão frágil é.
A sociedade é deveras complexa, fascinante, mas complexa. Então, ponhamos um bocado de poesia naquilo que é de difícil compreensão e você entenderá aos poucos que a dança da humanidade tem sido coreografada por ilusões assimétricas de suas necessidades naturais. O homem deu luz e vazão à sua razão e foi nesse instante que pois a perfeição em extinção.
Tomando um pouco de vergonha na cara, podemos facilmente assistir os fatos aceitando a desilusão de tudo. Mas que seria então de nossa liberdade de pensamento sem nossos devaneios? Fugir da realidade é o caminho mais próximo para a felicidade. Mas quem é louco de admitir que não é feliz?
Por entre a crueldade da vida real, conseguimos aos poucos achar nossos portos seguros e mentir sobre o quanto estamos frágeis perante a maior parte dos fatos e das ocorrências cotidianas. Mentirosos são todos. Hipócritas também. A vida não salva ninguém e o fardo é pesado de se carregar.
Minha cachorra é minha fonte inesgotável de ternura, mesmo que seja só mais um mamífero domestico que segue seus instintos primordiais. Para que então levar tudo tão a sério e deixar de lado a alegria mentirosa das pequenas coisas? Não é um estado de alienação mas sim de fuga daquilo tudo que nos dá medo. Para que encarar o que é certo ou errado? Ao final de tudo a própria vida dará conta do serviço. Se inventaram a poesia das fugas tanto sacras quanto levianas, apeguemo-nos a nossa falta de força e desfrutemos daquilo tudo que nossas inseguranças criaram.
Não se apoie nos meus pseudo conceitos antropológicos para tirar alguma conclusão sobre qualquer coisa. Estou apenas divagando por entre a instabilidade de meus pensamentos fracos.
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